<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495</id><updated>2011-12-04T13:23:30.039-02:00</updated><title type='text'>TEORIA E PRATICA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495.post-932547802311412129</id><published>2008-08-29T18:42:00.001-03:00</published><updated>2008-08-29T18:43:14.870-03:00</updated><title type='text'>A RESOLUÇÃO DAS REVOLUÇÕES – CAP. 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo Kuhn o processo pelo qual um novo paradigma substitui o antecessor é que o cientista precisa ter a mente aberta para ver o mundo de outra maneira, ele precisa enxergar de outra perspectiva, de outro prisma. Para tanto, Kuhn vai dizer que os cientistas novos são mais propícios a essa atitude por estarem menos comprometidos e influenciados com paradigmas anteriores. Está mudança de visão leva a sua atenção para estar concentrada nos problemas que provocaram a crise do paradigma.&lt;br /&gt;O cientista ou uma comunidade científica abandona uma tradição de pesquisa normal, quando busca soluções ou respostas que o paradigma em crise não fornece. Isso não quer dizer que o cientista vai testar paradigmas, mas que ele está buscando soluções com as várias alternativas propostas por paradigmas. Neste estágio o paradigma é um pressuposto.&lt;br /&gt;O teste do novo paradigma só ocorre após o fracasso das alternativas para solucionar a crise existente no paradigma em questão, isto gera a crise e o novo paradigma é evocado para tentar solucionar a crise. Esse teste não consiste em comparar paradigmas, mas é uma disputa entre dois paradigmas rivais para obterem a adesão da comunidade científica.&lt;br /&gt;O paradigma aceito, é o que mais promete, a probabilidade é a base para a aceitação de um novo paradigma, não a sua verificação. Um novo paradigma deve nortear as futuras discussões, pois todos os paradigmas que se adaptariam a um conjunto de dados já foram testados, segundo Kuhn “a verificação é como a seleção natural: escolhe a mais viável entre as alternativas existente em uma situação histórica determinada&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;Kuhn critica a teoria de Karl Popper, porque ele nega qualquer procedimento de verificação e enfatiza a falsificação, isto é, um resultado negativo torna inevitável a rejeição de uma teoria. Para Kuhn, o processo de falsificação, defendido por Popper, poderia ser chamado de verificação, pois consiste no triunfo de um novo paradigma sobre o anterior.&lt;br /&gt;A resolução dos paradigmas é complexa, nenhuma das partes aceita todos os pressupostos como absolutos para resolução de uma crise. Para paradigmas concorrentes Kuhn estabeleceu a incomensurabilidade das tradições científicas normais, estabelecendo que a discordância entre os candidatos a paradigma está sobre a lista de problemas que os eles tencionam resolver.&lt;br /&gt;Os proponentes dos paradigmas competidores praticam seus ofícios em mundos diferentes. Os dois grupo de cientistas vêem coisas diferentes quando olham na mesma direção. Ambos olham para o mundo e o que olham não mudou.&lt;br /&gt;Mais que a incomensurabilidade, os novos paradigmas nascem dos antigos, incorporam grande parte do vocabulário e dos aparatos, tanto conceituais como de manipulação. Mas raramente utilizam esses elementos emprestados de uma maneira tradicional. Dentro do novo paradigma, termos, conceitos e experiências antigas estabelecem novas relações entre si. Por se tratar de transição entre incomensuráveis, a transição não pode ser feita passo a passo, deve ser feita subitamente.&lt;br /&gt;A transferência de adesão de um paradigma a outro é uma experiência de conversão que não pode ser forçado. O cientista nem sempre está preparado para admitir o seu erro, mesmo diante de provas, pois tem certeza que o paradigma em que desenvolveu o seu trabalho, resolverá todos os seus problemas. Essa certeza dos cientistas mais experientes que torna possível uma ciência normal.&lt;br /&gt;Kuhn vai afirmar que constantemente a adesão ao novo paradigma se dará por jovens que crescem familiarizados com ele, pois nem sua carreira e nem sua vida está comprometida com os paradigmas anteriores.&lt;br /&gt;Entretanto, para Kuhn, como já disse acima, a troca de paradigma é uma experiência de conversão, e ela está relacionada à capacidade do novo paradigma de resolver os problemas que geraram a crise do paradigma antigo. A aceitação de um novo paradigma, inicialmente, se concentrará na sua capacidade promissora.&lt;br /&gt;Junto à idéia promissora do paradigma, também devemos destacar o sentimento do que é estético, a nova teoria deve ser mais clara, adequada ou mais simples que a antiga.&lt;br /&gt;Mas, neste início, o novo paradigma não contribuirá para a resolução dos problemas que provocaram a crise. Inicialmente, o novo paradigma dificilmente resolverá mais do que alguns problemas, só posteriormente, depois da exploração da teoria, que os argumentos decisivos são desenvolvidos. &lt;br /&gt;E por falta de contribuição para a resolução dos problemas torna-se necessário buscar contribuições em outros setores da área de estudo, fortalecendo assim, a aceitação do novo paradigma a predição e confirmação de fenômeno que não estavam incluídos na teoria desde o início. Kuhn dirá que “se o paradigma fosse julgado pela sua capacidade em resolver problemas e levasse em consta a sua incomensurabilidade com outros paradigmas antigos, não haveria resoluções em ciências&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[2]&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;Então, o processo de conversão a um novo paradigma se dará no âmbito de ele ter capacidade de orientar o futuro das pesquisas, a aceitação se baseia na promessa e não nas realizações antigas. Neste caso, Kuhn dirá que é preciso ter fé na capacidade do novo paradigma para resolver problemas.&lt;br /&gt;É necessário uma base para a fé, a existência de algo que mostre que o novo paradigma indique um caminho promissor, e muitas vezes a estética realiza isso, conforme já dito acima.&lt;br /&gt;Comumente o novo paradigma conquista poucos adeptos, mas para o triunfo de um novo paradigma é necessário conquistar adeptos iniciais, para o desenvolver até que os objetivos possam ser produzidos e multiplicados, e assim, com o tempo e a realização de um bom trabalho e o mostrar do que é participar de uma comunidade norteada por ele, os cientistas serão convencidos.&lt;br /&gt;E enfim, quando toda uma comunidade é convertida a um novo paradigma, portanto, a nova maneira de fazer ciência normal, aquele que resistir, a comunidade dirá que ele deixou de ser cientista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;KUHN, Thomas. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A estrutura das revoluções científicas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; 2ª edição, São Paulo: Perspectiva, 1979&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Eduardo Carvalho&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8491848335998795495-932547802311412129?l=teoriaepratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/932547802311412129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8491848335998795495&amp;postID=932547802311412129' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/932547802311412129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/932547802311412129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/2008/08/resoluo-das-revolues-cap-11.html' title='A RESOLUÇÃO DAS REVOLUÇÕES – CAP. 11'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495.post-6324465804254969793</id><published>2008-08-29T18:41:00.002-03:00</published><updated>2008-08-29T18:41:53.705-03:00</updated><title type='text'>A EDUCAÇÃO DAS MULHERES NA REPÚBLICA DE PLATÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Platão afirma que a educação inicial será dada igualmente aos dois gêneros sexuais, e que eles passarão pela seleção, de sorte que poderá haver mulher na Classe Militar. “Um Estado que não usa as aptidões das mulheres é um Estado incompleto”. Aos guardiões é dada a educação tradicional dos guerreiros gregos: ginástica, música, dança e artes marciais.&lt;br /&gt;Os guardiões devem considerar que sua casa é a Cidade, por isso não terão casa própria, nenhuma propriedade privada, nem família: homem e mulher viverão em comunidade, seus bens são comuns, o sexo é livre (não há matrimônios) e as crianças deverão ser consideradas filhas da comunidade inteira. Platão elimina a causa que dá origem à “aristocracia” de sangue e hereditária, impedindo que os guardiões constituem linhagens e que estas se rivalizem.&lt;br /&gt;A educação dos guardiões é propriamente cívica, pois eles só existem como pessoas públicas para o bem público. Os guerreiros devem ser semelhantes a um cão de guarda: carinhoso para os seus e terríveis para os inimigos.&lt;br /&gt;Platão aprofunda dois grupos de questões, o primeiro consiste numa série de conseqüências que derivam do fato de ter posto o princípio de que a classe dos guardiões do Estado deve ter todas as coisas em comum: habitação, alimentação, mulheres, filhos, a criação e a educação da prole.&lt;br /&gt;A primeira conseqüência derivada por Platão é a de entrega às mulheres dos guardiões a mesma casa entregue aos homens e, portanto, a de educar as mulheres da mesma forma que os homens.&lt;br /&gt;Assim sendo, as mulheres, como os homens, se exercitarão despidas nos ginásios, revestidas de virtude e não de roupas e, sem dever ocupar‑se de outra coisa, tomarão parte na guarda do Estado e também na guerra.&lt;br /&gt;Essa idéia é revolucionária, pois, em geral, o grego recolhia a mulher no recinto doméstico, confiava‑lhe a administração da casa e a criação dos filhos e a mantinha longe das atividades culturais, de ginástica, das atividades bélicas e políticas.&lt;br /&gt;Uma segunda conseqüência, que deriva imediatamente da anterior, é a eliminação do instituto da família para a classe dos guardiões, já que as mulheres (assim como os homens) não deverão ocupar‑se de outra coisa a não ser da guarda do Estado. As mulheres dos guardiões serão comuns e também os filhos serão comuns.&lt;br /&gt;Assim, Platão quer tirar dos guardiões uma família sua particular para oferecer‑lhes uma muito maior. Com efeito, não somente a posse de bens materiais divide os homens, mas também a posse daquele bem peculiar que é a família desperta de várias maneiras o egoísmo humano. Tendo posto em comum também à família, os guardiões de nada mais poderão dizer “é meu”, porque tudo absolutamente será comum, à exceção do corpo.&lt;br /&gt;O Estado platônico representa, físico e espiritualmente, a elite da população, e é necessário que justamente dela nasça a nova elite. Assim o motivo da proibição de toda posse individual, mesmo da posse de uma mulher, combina‑se com o princípio da seleção racial no conduzir à teoria da comunidade de mulheres e filhos para os guerreiros.&lt;br /&gt;Conclui que permanece verdade, por mais nobre que tenha sido o fim almejado por Platão (unificar a Cidade como uma grande família, cortando pela raiz tudo o que fomenta os egoísmos humanos), os meios que indicou não somente se mostram inadequados, mas decepcionantes. Considerando bem, em todas essas doutrinas o erro fundamental permanece o mesmo, e consiste em considerar a raça mais importante do que o indivíduo, a coletividade mais do que o sujeito singular. Platão, como todos os gregos antes dele (e também depois dele, até o aparecimento das correntes helenísticas), não teve claro o conceito de homem como indivíduo e como singular único e não‑repetível, e não logrou entender que nesse ser uma individualidade singular e não repetível está o supremo valor do homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Eduardo Carvalho&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8491848335998795495-6324465804254969793?l=teoriaepratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/6324465804254969793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8491848335998795495&amp;postID=6324465804254969793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/6324465804254969793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/6324465804254969793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/2008/08/educao-das-mulheres-na-repblica-de.html' title='A EDUCAÇÃO DAS MULHERES NA REPÚBLICA DE PLATÃO'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495.post-5197119112564503990</id><published>2008-08-29T18:37:00.002-03:00</published><updated>2008-08-29T18:41:02.655-03:00</updated><title type='text'>Linguagem e Pensamento no “Sofista” de Platão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O texto de o “Sofista” nos apresenta duas partes. A primeira desenvolve as sete definições do que é o sofista. A segunda desenvolve a possibilidade do discurso falso. Neste trabalho todos os esforços se empenharão na segunda parte, recorrendo a primeira só quando se fizer necessário.&lt;br /&gt;Em Platão, a linguagem é colocada como objeto de um estudo sistematizado, uma vez que a verdade está colocada na relação entre a linguagem e as coisas. Platão concebe a linguagem de modo filosófico, permitindo o alcance de algo além de si mesma, isto é, a linguagem tem atribuição de verdade, ou seja, esse pensamento platônico é antagônico ao sofista que a utilizava apenas com função persuasiva.&lt;br /&gt;Platão diferencia no discurso o “dizer” e o “denominar” a verdade, o que não está no nome; mas na atribuição de uma propriedade à uma determinada coisa.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;É que, desde esse momento, ele nos dá alguma indicação relativa a coisas que são. Ou se tornaram, ou foram ou serão; não se limitando a nomear, mas permitindo-nos ver que algo aconteceu, entrelaçando verbos e nomes. Assim, dissemos que ele discorre, e não somente que nomeia, e, a esse entrelaçamento, demos o nome de discurso&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Assim, o discurso só pode se constituir a partir das combinações entre o nome e o verbo. O discurso é aquele que discorre sobre algo e não apenas nomeia, ele exprime a relação que existe entre as coisas.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;O discurso, desde que ele é, é necessariamente um discurso sobre alguma coisa; pois sobre o nada é impossível haver discurso&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Não discorrendo sobre pessoa alguma, não seria então, nem mesmo um discurso. Na verdade demonstramos que é impossível haver discurso que não discorra sobre alguma coisa&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Para Platão, em o “Sofista”, se o discurso é considerado verdadeiro, é porque ele declara e afirma algo que é, se ele for falso é porque declara e afirma algo que não é. Se um discurso for falso, suas partes não são necessariamente falsas.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Que qualidade devemos, pois, atribuir a um e outro?&lt;br /&gt;Teeteto:&lt;br /&gt;Poderemos dizer que um é falso, outro verdadeiro.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Ora, aquele que, dentre os dois é verdadeiro, diz, sobre ti, o que é tal como é.&lt;br /&gt;Teeteto:&lt;br /&gt;Claro!&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;E aquele que é falso diz outra coisa que aquela que é.&lt;br /&gt;Teeteto:&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Diz, portanto aquilo que não é.&lt;br /&gt;Teeteto:&lt;br /&gt;Mais ou menos.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Ele diz, pois, coisas que são, mas outras, que aquelas que são a teu respeito; pois, como dissemos, ao redor de cada realidade há, de certo modo, muitos seres e muitos não-seres&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Na linguagem há uma conexão entre os gêneros do ser. Os gêneros do ser formam um conjunto de objetos do discurso classificados em o ser. O discurso associa os gêneros em múltiplas formas de dizer.&lt;br /&gt;Nos gêneros do ser, Platão admite a existência do não-ser. Cada um dos gêneros pode ser chamado de não-ser e ao mesmo tempo de ser. Sendo assim, cada forma possui uma multiplicidade e uma quantidade ilimitada de ser e não-ser. O não-ser é algo que não é o ser, mas não é o seu oposto também, ele é algo diferente do ser.&lt;br /&gt;Teeteto:&lt;br /&gt;Como não compreender que ele nos acusará de dizer agora o contra\rio do que não dizíamos, nós que temos a audácia de afirmar que há falsidade tanto nas opiniões como nos discursos? Na verdade, isso mesmo nos leva a unir o ser ao não-ser em muitas fórmulas, quando havíamos concordado na sua impossibilidade, a mais absoluta&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Para o sofista era impossível aceitar ou conceber o não-ser, porque ele não tinha parte no ser; assim, o falso era negado. Os sofistas baseavam a sua teoria do inconcebível do não-ser apoiados na exposição de Parmênides que diz que: “jamais obrigarás o não-ser a ser”.&lt;br /&gt;Entretanto, provada a possibilidade que o não-ser é, surge o problema da falsidade. Segue-se, que todo discurso é um discurso sobre alguma coisa, conseqüentemente deverá ser-lhe atribuído alguma propriedade que determina se ele é verdadeiro ou falso, conforme o que é. Para o Estrangeiro de Eléia, “a verdade diz de ti as coisas como realmente são&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;”. O discurso é, pois, verdadeiro quando faz referência às coisas como são, e deve ser proferido de acordo com a verdade do que é.&lt;br /&gt;Platão, pelo fato de poder dizer a verdade ou não, vai constituir a dialética como forma de chegar à verdade; esse é o motivo da crítica platônica aos sofistas, para os quais a verdade está em tudo o que dito.&lt;br /&gt;Em o Sofista, Platão fala sobre a análise do discurso, expressão do juízo, o verbo, a verdade e a falsidade, como sendo o elo constitutivo do discurso. Para Platão, o discurso, seria um todo articulado, um pensamento completo, por isso receberia um valor de verdade no todo, porque não é constituído por partes.&lt;br /&gt;O problema da falsidade está na fala, naquilo que é exteriorizado; só podemos atribuir verdade ou falsidade ao que é dito, e não ao que se afirma em pensamento. O conteúdo do pensamento só é conhecido através da fala. A linguagem não coincide com o pensamento, ela é uma manifestação deste.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Pensamento e discurso são, pois, a mesma coisa, salvo que é ao diálogo interior e silencioso da alma consigo mesma, que chamamos pensamento.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Mas a corrente que emana da alma e sai pelos lábios em emissão vocal, não recebeu o nome de discurso?&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há o discurso e o processo de pensar. Este processo de pensar é também um diálogo, mas um diálogo da mente consigo mesma. Para afirmar alguma coisa a mente primeiro conversa com ela mesma; ela pergunta e da respostas. Depois disso é que ela vai formar um juízo e decidir se algo é ou não é, se verdadeiro ou falso.&lt;br /&gt;Antes de Platão o pensamento e o falar se confundiam por ter uma estreita ligação, mas Platão faz a distinção entre as atitudes mentais e o ato de exteriorizar essas atitudes. O diálogo da mente consigo mesma é o que define entre o ser ou o não-ser.&lt;br /&gt;Assim, quando se diz: “Teeteto, voa”, a própria mente tem em si o valor de verdade, ele é o resultado do ato de pensar. O pensamento elabora o discurso que é exteriorizado pela fala. O discurso em si não é exteriorizado, ele é elaborado para a própria mente.&lt;br /&gt;Estrangeiro:&lt;br /&gt;Desde que há, como vimos, discurso verdadeiro e falso, e que, no discurso, distinguimos o pensamento que é o diálogo da alma consigo mesma, e a opinião, que é a conclusão do pensamento, e esse estado de espírito que designamos por imaginação, que é a combinação de sensação e opinião, é inevitável que, pelo seu parentesco com o discurso, algumas delas sejam, algumas vezes, falsas&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Diante deste fato, podemos afirmar, então que o pensamento seria ontologicamente mais denso e mais substantivo do que aquilo que mostra-se na linguagem. A linguagem seria somente um modo de exposição exterior de uma parte limitada do conteúdo do pensamento. Em geral, pensamos e, depois, falamos ou escrevemos.&lt;br /&gt;Se o pensamento corresponde à verdade dos processos mentais interiores, a linguagem é somente um reflexo distorcido – na proporção de suas capacidades especulares, sempre um tanto precárias. De fato, cada um possui capacidade diferente para expor o conteúdo do seu pensamento.&lt;br /&gt;Por tese, podemos dizer, que todo processo de exteriorização do pensamento em linguagem é uma passagem de uma instância superior para uma inferior, na medida em que envolve uma certa perda de conteúdo. Assim, a linguagem é a manifestação do pensamento: a linguagem é somente a aparência do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; PLATÃO, 262d, pág 196&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; PLATÃO, 262e, pág 196&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; PLATÃO, 263c, pág 197&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; PLATÃO, 263b, pág. 197&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; PLATÃO, 241b, pág. 168&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; PLATÃO, 263b, pág 197&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; PLATÃO, 263e, pág. 197-198&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.aprendebrasil.com.br/blog/gerenciamento/criarPosts.asp?idBlog=4487#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; PLATÃO, 264b, pág. 198&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Eduardo Carvalho&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8491848335998795495-5197119112564503990?l=teoriaepratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/5197119112564503990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8491848335998795495&amp;postID=5197119112564503990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/5197119112564503990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/5197119112564503990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/2008/08/linguagem-e-pensamento-no-sofista-de.html' title='Linguagem e Pensamento no “Sofista” de Platão'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495.post-1475899017074957310</id><published>2008-08-29T18:36:00.001-03:00</published><updated>2008-08-29T18:37:49.870-03:00</updated><title type='text'>Trabalho Alienado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Marx em “o trabalho alienado” questiona o entendimento dado à economia política  até sua época, ele critica a posição do economista que não busca estabelecer uma relação entre duas coisas: o trabalho e o trabalhador. Marx diz que a economia política esconde a alienação na natureza do trabalho e isto porque não observa a imediata relação entre o trabalhador e a produção.&lt;br /&gt;Partindo da economia política, ele vai explicar a relação entre o trabalho e o trabalhador, dividindo a sociedade em duas classes, os possuidores de propriedades e os trabalhadores sem propriedade. Marx se fixa na idéia de que quanto mais o trabalhador trabalha e produz, mais miserável se torna.&lt;br /&gt;Para Marx a economia política é movimentada pela competição dos homens avaros, e assim sendo, a avareza e a guerra proveniente dela, são os principais alimentadores da economia política.&lt;br /&gt;Ao tratar da alienação do trabalhador, o filosofo nos diz que isso se dá quando o trabalhador põe a sua vida no objeto: o trabalho, conseqüentemente, sua vida não lhe pertence, mas, antes, ao próprio objeto. A alienação acontece quando o trabalhador passa a ser posse do objeto. Este trabalho assume uma existência externa, independente e antagônica.&lt;br /&gt;A alienação torna o homem um escravo do objeto, porque ele recebe o trabalho e deste o seu meio de subsistência. Marx recorre a Feurbach e afirma o homem como ser genérico, que vive da natureza inorgânica de forma universal, não só no sentido de que faz objeto seu, a espécie, mas também no sentido de que ele se comporta perante si próprio como a espécie presente, viva, como um ser universal, e, portanto livre.&lt;br /&gt;A natureza é o corpo inorgânico do homem, isto é, a natureza na medida em que não é o próprio corpo humano. O homem vive da natureza, e isto significa que a natureza é o seu corpo, com o qual tem de manter-se em permanente intercâmbio para não morrer.&lt;br /&gt;O trabalho alienado transforma a vida genérica em meio da vida individual, alienando a natureza do homem e o alienando de si mesmo, da sua função ativa, da sua atividade vital e a respeito de sua espécie.&lt;br /&gt;Para Marx o trabalho alienado transforma a vida genérica do homem em ser estranho, em meio da sua existência individual. Aliena do homem o próprio corpo, bem como a natureza externa, a sua vida intelectual, a sua vida humana.&lt;br /&gt;Dessa forma, a existência do trabalhador não se dá por si, mas pela capacitação do objeto para sua existência, como trabalhador e sujeito físico. Na alienação há uma relação do trabalhador com os objetos de sua produção.&lt;br /&gt; O trabalho é algo exterior ao trabalhador, não pertence à sua natureza, ele não se afirma no trabalho, ao contrário, nega-se a si mesmo. O trabalhador só se sente em si fora do trabalho, em suas funções naturais, enquanto no trabalho se sente fora de si.&lt;br /&gt;Marx estabelece como relação de alienação, o vínculo do trabalhador ao produto do trabalho, afirmado que este objeto é estranho ao mesmo tempo em que dominante; e ainda, que há uma relação entre o trabalho e a produção como algo estranho e causador do sofrimento.&lt;br /&gt;É notável que o trabalho alienado inverte a relação, uma vez que o homem, transforma sua atividade vital, o seu ser, em simples meio de existência, fazendo da atividade vital o objeto da vontade e da consciência. A vida genérica é furtada do homem.&lt;br /&gt;Na relação do trabalho alienado, cada homem olha os outros homens segundo o padrão e a relação em que ele próprio se encontra. É a alienação do homem relativamente ao homem. Quando o homem se contrapõe a si mesmo, entra igualmente em oposição com os outros homens.&lt;br /&gt;Neste ínterim, pode surgir a dúvida do leitor: se a minha atividade não me pertence, e é alheia, forçada, a quem ela pertence? Marx dirá que o produto não pertence ao trabalhador, e a ele se contrapõe como poder estranho, isto só é possível porque o produto do trabalho pertence a outro homem distinto do trabalhador.&lt;br /&gt;A relação do trabalhador ao trabalho gera a relação do capitalista ao trabalho. A propriedade privada constitui, portanto, o produto, a conseqüência necessária do trabalho alienado, da relação externa do trabalhador à natureza e a si mesmo.&lt;br /&gt;A propriedade privada deriva-se assim da análise do conceito do trabalho alienado, ou seja, do homem alienado, do trabalho alienado, da vida alienada, do homem estranho a si próprio. A propriedade privada, em seu clímax, é o produto do trabalho alienado, e ela é o meio através do qual o trabalho se aliena, ela é a realização da alienação.&lt;br /&gt;A propriedade privada, como expressão material resumida do trabalho alienado, inclui a relação do trabalhador ao trabalho, ao produto do seu trabalho e ao não-trabalhador; e a relação do não-trabalhador ao trabalhador e ao produto do seu trabalho. Tudo o que aparece no trabalhador como atividade de alienação se manifesta no não-trabalhador como condição da alienação.&lt;br /&gt;Nestas considerações, o salário e a propriedade privada são idênticos: de fato, o salário, tal como o produto do trabalho, constitui apenas uma conseqüência necessária da alienação do trabalho. No sistema de salários, o trabalho aparece, não como fim em si, mas como servo do salário. Um aumento de salários, não passaria de uma melhor remuneração dos escravos e não restituiria o significado e o valor humano nem ao trabalhador, nem ao trabalho.&lt;br /&gt;Enfim, Marx afirmará que o trabalhador se apropria da natureza, a apropriação aparece como alienação e a alienação como apropriação, a atividade pessoal como atividade para outro e de outro, a espontaneidade vital como sacrifício de vida, a produção do objeto como perda do objeto a favor de um poder estranho, de um homem estranho.&lt;br /&gt;A relação do trabalhador não se dá apenas como resultado de seu trabalho, mas todo o seu processo de produção serve de alienação. Se o produto do trabalho é a alienação, concorre que todo o processo é alienado. A alienação do produto e do trabalho é o resumo da alienação do próprio processo de atividade do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;MARX, Karl. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Manuscritos economicos-filosoficos e outros textos&lt;br /&gt;          escolhidos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; . 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1978. 404p. : il. (Os&lt;br /&gt;          Pensadores).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Eduardo Carvalho&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8491848335998795495-1475899017074957310?l=teoriaepratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/1475899017074957310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8491848335998795495&amp;postID=1475899017074957310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/1475899017074957310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/1475899017074957310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/2008/08/trabalho-alienado.html' title='Trabalho Alienado'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495.post-483102471546843699</id><published>2008-08-29T18:08:00.000-03:00</published><updated>2008-08-29T18:10:25.129-03:00</updated><title type='text'>A Consolação da Filosofia - Livro II, 1-8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A filosofia argumenta com Boécio, mostrando a ele a causa e a natureza de sua doença e profunda melancolia, isto é, a perda da fortuna. A mulher que personifica a filosofia, mostra a ele que a fortuna tem vários embustes: ela engana, enlouquece, desespera, e por fim, abandona. A profunda melancolia de Boécio é pelo fato de experimentar o novo, a mudança de situação lhe causava perturbação no espírito, lhe causava a perda da tranqüilidade.A filosofia lembra Boécio que se aquilatada a sua vida em relação à fortuna, nada do que ele se queixava teria sentido, porque de fato, nada do que perdera era realmente bom. A fortuna é instável, seu caráter e procedimento mergulham o homem, que a ela entrega a direção da sua vida, na inconstância.Deve ser esclarecido, a essa altura do texto, que a Fortuna deusa romana da sorte, corresponde à deusa grega Tyche. Tyche era representada portando uma cornucópia e um timão, que simbolizavam a distribuição de bens e a coordenação da vida dos homens, e geralmente era representada cega ou com a vista tapada, pois distribuía seus desígnios aleatoriamente, ao acaso.Boécio descobre o jogo de duplicidade imposta pela fortuna, só agora, na prisão. Houve momentos que a fortuna a ele direcionou palavras doces e lisonjeiras, mas agora ela jogava com a própria situação, ela o fez refém daquilo que outrora ele considerou a coisa mais valiosa de sua vida, a fortuna, isto é, o acaso.Diante da melancolia do nosso personagem, a filosofia o convida para que vá a juízo e tente mostrar que o que ele usufruía é próprio do homem. A filosofia argumenta que Boécio veio ao mundo nu, e tudo que ele “possui” veio com a chegada da fortuna, o acaso. A questão que ela propõe para que ele responda é “como que, com a saída dela (fortuna) o que ele tinha não iria com ela?”Fica evidente nas palavras da filosofia, que os bens não são próprios do ser humano, ele não nasce com eles. O homem não nasce com títulos, cargos, bens financeiros e honrarias, na verdade, o homem usufrui disto com a presença da fortuna. Assim, de nada deveria Boécio se queixar, tudo o que estava com ele, nunca fora dele, pois se fosse nunca haveria de tê-los perdido.A filosofia ainda mostra a Boécio os dois lados das coisas naturais, o céu com a beleza do dia, mas a escuridão da noite; o ano com tempos de flores e tempos de inverno; e o mar, com períodos de calmaria e períodos de ondas revoltas. Deste modo, a fortuna também está atrelada a um jogo interminável: “constantemente” vira a roda, fazendo descer o que está no alto, e subir o que está embaixo.Mas para Boécio as palavras da filosofia, apesar de esclarecedoras e consoláveis, tem um resultado momentâneo, sem causar um alivio definitivo de sua dor. Para ele, no fim de todo discurso, a melancolia e a dor da perda da fortuna retornará.Para que isso não ocorra, a filosofia se propõe a lembrar Boécio da sua grandeza e magnitude, que outrora era motivo de sua felicidade. Ela passa a recordá-lo de seus cargos, o sucesso de seus filhos na cúria, a esposa honrada e a riqueza que o permitia distribuir aos menos favorecidos, tudo isso foi o apogeu de sua glória. Mas aqui a filosofia, novamente questiona Boécio: “se isso concorre para a definição de felicidade, como é possível esquecer as glórias, mesmo em momentos de sofrimento?”Até aqui a filosofia tenta mostrar a Boécio o que lhe sucedera, o auge, o apogeu que lhe fora contemplado pelo acaso. A partir daqui a filosofia o chama para um balanço e ela defenderá a situação pelo olhar da “fortuna”.A filosofia o faz lembrar que até aquele momento a fortuna, o acaso, lhe foi favorável, e pela primeira vez lança sobre ele algo de mal, mas mesmo assim, se comparar a alegria e a dor, o saldo é positivo. A filosofia mostra que o fim de tudo é o encontro certo com a morte, não importando se favorecido ou não pela fortuna. Novamente, a filosofia lança uma indagação a Boécio: “qual é a diferença entre abandonar a fortuna com a morte ou ser abandonada por ela?”Ela mostra a Boécio que da mesma forma que viemos ao mundo, voltaremos dele, nus, porque a fortuna e o que ela traz não são próprios da natureza do homem.Todo esse caminho feito pela filosofia é para mostrar a Boécio que definitivamente, a beatitude não se prende as coisas materiais. O que para ele era de pouco valor, para outros valiam mais que a vida, o que para ele era o exílio, para outros eram a pátria. O comportamento de Boécio é de um fraco, preso as limitações e voltado para a exaltação do desespero e do efêmero.A filosofia mostra a Boécio que a felicidade terrestre traz a preocupação, nunca pode ser completa. Os homens sempre estarão descontentes com a sua situação, e cada situação é única, tendo aspectos próprios. Para a filosofia, aos mais afortunados, maior sensibilidade, e, mediante a menor adversidade, o abatimento, nas palavras da filosofia “é preciso muito pouco para tirar os afortunados de sua felicidade”.Entretanto, o infortúnio não é barreira para a beatitude, pois ela pode entrar em todas as partes, não importando a ela se o homem está mergulhado na pobreza ou na riqueza. A beatitude deve ser vista como um estado de espírito. A beatitude consiste em ser senhor de si, ter liberdade, saber guiar-se pela razão e não ter a direção da vida entregue ao acaso (fortuna). A beatitude independe da fortuna, pois a fortuna não tem nenhum conhecimento da natureza da beatitude.Pela instabilidade da fortuna temos medo de perder o que ela nos trouxe, e isso impede que alcancemos a beatitude, impede-nos de se guiarmos pela razão.O sucesso material da fortuna termina com a morte, e a morte não acaba com a beatitude, assim, a filosofia sugere ter algo além, muito além do material. Ela mostra a Boécio que para a maioria dos homens seu infortúnio termina com a morte, novamente, a filosofia indaga: “como a vida na terra poderia tornar os homens felizes, se muitos só encontram a felicidade em seu termo (morte)?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Crer em fortunas efêmeras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;é crer em alegrias fugazes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um decreto eterno foi estabelecido:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;nada do que o dia vê é definitivo”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;BOÉCIO. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A consolação da filosofia.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; São Paulo: Martins Fontes, 1998. 156 p.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Eduardo Carvalho&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8491848335998795495-483102471546843699?l=teoriaepratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/483102471546843699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8491848335998795495&amp;postID=483102471546843699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/483102471546843699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/483102471546843699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/2008/08/consolao-da-filosofia-livro-ii-1-8.html' title='A Consolação da Filosofia - Livro II, 1-8'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8491848335998795495.post-1042308796223420671</id><published>2007-09-06T18:58:00.000-03:00</published><updated>2007-09-06T19:00:06.078-03:00</updated><title type='text'>Quem foi Paulo Freire...</title><content type='html'>O educador &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Paulo Freire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, nascido em Recife em 1922, e falecido em São Paulo no dia 2 de maio de 1997, era um desses gigantes intelectuais e morais do Brasil, muito mais prestigiado internacionalmente do que em seu próprio país. Freire tem uma estátua numa praça de Estocolmo, Suécia, doutor honoris causa de 28 universidades brasileiras e estrangeiras, e seus livros são publicados em 35 línguas, inclusive em chinês e grego.&lt;br /&gt;          Paulo Freire era dotado de uma simplicidade cativante autêntica e de uma honestidade intelectual à toda prova. Referência mundial em matéria de "pedagogia participativa", expressão que gostava de empregar ao se referir à consciência crítica entre aluno e professor e professor e aluno no processo de aprendizagem mútua.&lt;br /&gt;          Por exemplo, nos programas populares de educação dos analfabetos de que participou, Freire ensinava que, em lugar da expressão "vovô viu a uva", o aluno deveria ler "vovô viu o tijolo", fazendo uso do instrumento de trabalho familiar ao aluno. Suas aulas, que eram mais conversas ou teatros simulando situações cotidianas, estimulavam o raciocínio, e o homem simples do campo ou da cidade misturava as letras, trocava as vogais e 4 conjugava "tu já lê". Para Freire, a conjugação arrevesada não chegava a ser punida: era mais um recurso para tentar fazer o analfabeto comunicar‑se no seu e em outros meios.&lt;br /&gt;          Um dos períodos mais fecundos da vida de Paulo Freire, contudo, não tem recebido o destaque que merece: "Os anos de trabalho no Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Em 1968, um programa apoiado pelo movimento ecumênico foi iniciado na América Latina sob o título Educação para a Justiça Social (EPJS). Equipes ecumênicas formadas em diversos países divulgaram e praticaram o método dialógico e conscientizador inspirado em Paulo Freire. Foram anos de grande produção pedagógica, de formação de agentes populares, de pesquisas sociais e de elaboração de textos de reflexão para trabalhos comunitários".&lt;br /&gt;          Resumindo, uma frase do atual ministro da Educação, Paulo Renato de Souza: "Paulo Freire era o brasileiro mais conhecido e reconhecido internacionalmente no campo da educação, e aquele que melhor conseguiu aplicar na prática as suas teorias educacionais, proporcionando os melhores resultados" (declaração a Jornal do Brasil, edição de 3/5/1997,  p. 19).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Eduardo Carvalho&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8491848335998795495-1042308796223420671?l=teoriaepratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/feeds/1042308796223420671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8491848335998795495&amp;postID=1042308796223420671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/1042308796223420671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8491848335998795495/posts/default/1042308796223420671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teoriaepratica.blogspot.com/2007/09/quem-foi-paulo-freire.html' title='Quem foi Paulo Freire...'/><author><name>Eduardo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13927284439209299142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_dyZYo1IUHVY/SLhwWQk3XTI/AAAAAAAAAZs/lwiMjCCQ5NQ/S220/untitled.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
